Os primeiros poemas sobre Gilgamesh foram escritos em sumério por volta de 2100 a.C.; a versão "padrão", em acadiano, organizada em 12 tábuas de argila em escrita cuneiforme, é atribuída ao escriba Sin-leqi-unninni (c. 1200 a.C.). As tábuas mais conhecidas vieram da biblioteca do rei assírio Assurbanipal, em Nínive, e foram decifradas no século XIX — em 1872, George Smith identificou nelas um relato de dilúvio muito parecido com o de Noé, o que causou sensação na Europa.
A obra nasce na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates: região das primeiras cidades, da escrita, da irrigação e de reis que se apresentavam como intermediários dos deuses.