← Obras do PAS
PAS 1 · Teatro

Auto da Virtude e da Esperança (3° ato da peça A Pena e a Lei)

Ariano Suassuna
Ver a obra na fonte oficial ↗Lista oficial do PAS 1 ↗
Análise escrita com apoio de IA, para estudo. Pode conter imprecisões — use junto da obra original e do material do seu professor. Letras e textos protegidos não são reproduzidos aqui; acesse pela fonte oficial.

Sobre a obra

Terceiro ato da peça A Pena e a Lei (1959), de Ariano Suassuna. Depois de dois atos encenados ao modo do teatro de bonecos, os personagens — Benedito, Vicentão, Pedro, Marieta, Padre Antônio, Joaquim e outros — aparecem mortos, descobrindo um a um como morreram, e participam de um julgamento em que o ator Cheiroso representa Cristo. Primeiro os homens julgam Deus; depois, Deus julga os homens.

Contexto

Ariano Suassuna (1927–2014), paraibano radicado em Recife, criou o Movimento Armorial (1970), que buscava uma arte erudita brasileira a partir da cultura popular nordestina (cordel, xilogravura, mamulengo, música sertaneja). É autor do Auto da Compadecida (1955) — citado de brincadeira pelos próprios personagens no início do ato.

A Pena e a Lei se inspira no mamulengo, teatro de bonecos popular de Pernambuco. Nos dois primeiros atos, os atores agem como bonecos; no terceiro, Cheiroso anuncia que agora vão "representar como gente". O "auto" é um gênero teatral de origem medieval e religiosa, que no Brasil remete a Gil Vicente e a José de Anchieta.

Treine: itens no estilo Cebraspe

No terceiro ato, os personagens são questionados se vale a pena viver, mesmo sabendo da morte e do sofrimento, e respondem afirmativamente.Certo ou errado? Toque pra ver
CERTO — "A vida é dura mas é boa."