É o documento inaugural da chamada literatura de informação (Quinhentismo): textos de viajantes, cronistas e missionários que descreviam a nova terra para os europeus. Não foi escrita como literatura, mas é lida hoje como texto fundador — por isso foi chamada de "certidão de nascimento do Brasil", expressão que hoje é criticada, pois a terra já era habitada há milhares de anos.
A carta ficou inédita até 1817. O contexto é a expansão marítima portuguesa, o mercantilismo (busca de metais e especiarias) e a aliança entre Coroa e Igreja (expansão da fé).