Os Tupinambá ocupavam grande parte do litoral brasileiro no século XVI e foram dos primeiros povos a sofrer a colonização. Mantos de plumária como esse tinham uso ritual, ligado a cerimônias e à comunicação com o sagrado. Restam poucos exemplares no mundo, todos em museus europeus.
A devolução resultou de anos de reivindicação, inclusive dos Tupinambá de Olivença (BA), que reconhecem o manto como ser vivo e ancestral, não apenas como "peça de museu". O Museu Nacional, destruído por incêndio em 2018, recebeu o manto em sua reconstrução.